08 setembro 2007

Welcome to my world - parte 1

O segundo dia na terra do Rei do Rock foi praticamente todo dedicado a Graceland. Depois do café da manhã no hotel (também incluso na diária e bem farto em calorias, diga-se de passagem), chamamos Naim e fomos conhecer a mansão por dentro. Lembra que em dezembro do ano passado quando eu me associei ao Insiders ganhei um tour gratuito pela casa, pelo museu com os automóveis, pelos aviões etc? Pois não é que o negóico realmente era a sério?

Enquanto as meninas entraram na fila para comprar a entrada para tudo e só pegaram vaga no passeio que iniciaria às 13h (e chegamos lá por volta das 10h), o meu ingresso estava lá lindo e de acesso livre em qualquer horário esperando por mim. Sem filas. Sem burocracia.

Definitivamente, entrar nesse fã clube foi uma das melhores idéias que eu tive.

Em consideração a elas, claro, eu só entrei na mansão na hora da tour das 13h. Enquanto isso, conhecemos o Sincerely Elvis (onde são expostas algumas roupas), o Automobile Museum (com os carros e motos de Elvis), além dos aviões Lisa Marie e Hound Dog II. Foi no Sincerely Elvis, eu posso dizer, que a máquina fotográfica começou, de fato, a trabalhar pra valer lá em Memphis. Com os jumpsuits de um lado e do outro, meus amigos, difícil era saber pra onde olhar.

Entre nós três pintou a dúvida sobre a real altura de Elvis. Nilma achou que ele não deveria ter os 1,86 divulgados, a mim me pareceu 1,80 e Marluce, que há 50 anos é fã de Elvis, foi taxativa: era 1,86 mesmo e ponto final. Eu só não gostei dos trejeitos dos manequins, digo das poses. Elvis não ficaria parado com os joelhos e as mãos daquele jeito nem a pau.

Como não podia deixar de ser, na saída havia uma lojinha com produtos oficiais. Não comprei nada.

Miraculosamente.

Próxima parada: Automobile Museum.

Antes, claro, sessão de fotos com o cadillac azul exposto do lado de fora.

Lá dentro também não se podia usar o flash da máquina fotográfica, porém ainda assim consegui me incluir em algumas fotos. Elvis gostava muito de carros e distribuía muitos entre os amigos. Eu gosto especialmente do Cadillac rosa, mas lá estão expostos até o carrinho que ele usava no jardim e um kart!!! Além dos carros, eles reproduziram um drive in e um posto de gasolina, dá para acreditar? Como se não bastasse tem um telão exibindo os clipes de filmes dele onde aparecem carros como Speedway e Viva Las Vegas.

Na saída, esta que vos escreve começou a enfiar o pé na jaca com força.

Na noite anterior fora apenas uma camisa, um boné, uma caneca, enfim coisinhas de nada. Ali, no entanto, quando a miniatura do Cadillac rosa apareceu na minha frente eu me disse: tás lascada, Gil! E tava mesmo, com todo prazer. Além dele comprei a trilha de dois filmes, outra camisa e não sei o que mais que deu 120 dólares - menos 10% de desconto que o Insiders nos dá direito em compras.

Pensava eu, inocentemente, que o "pior" já tinha passado.

Ledo engano.

E eu ia lá saber com o que me depararia depois de conhecer os aviões do homem?

Aliás, é um tour bem curto que não dá pra você fazer cera e querer ficar mais um pouquinho porque você entra e sai em fila indiana.

Como eu ia dizendo...

Ao sair do passeio pelo Lisa Marie e pelo Hound Dog II, eu estourei a minha cota de 500 dólares. O motivo foi bem simples e eu avisei várias vezes que isso iria acontecer. Eu queria completar minha coleção de CDs de Elvis e viajei preparada para cumprir esta "missão" (até levei uma bolsa extra para trazer tudo sem precisar da mala). Só ali deixei $ 560 no cartão, porque nem eu imaginei que fosse achar tantos (e olha que nem achei tudo o que estava na minha listinha)!

Meu pensamento foi um só: eu não os acho aqui no Brasil e quando um ou outro aparece custa os olhos da cara, o fígado, os rins... Além disso, importar seria ainda mais caro. E, afinal, era pra isso também que eu tinha viajado, não é? Lá tornaram-se meus 20 CDs, incluindo aí a caixa dos anos 70, que no Brasil custa, em média, 300 reais e lá me saiu por $ 75 dólares (ou seja, mais ou menos 150 reais). Como Murphy me ama, claro, que os dois principais não tinha achado ali: o DVD e a trilha de Change of habit (Mudança de Hábito) e de Follow that Dream (Em cada sonho um amor). Fato é que até o cara do caixa se surpreendeu com as compras! Graças ao Elvis Insiders, ganhei um desconto de mais ou menos 50 dólares.

Nessa brincadeirinha, saí de lá cheia de sacolas rumo ao passeio por dentro de Graceland.